Amar e Voar ზ
Lágrimas? Meu Deus, são mesmo lágrimas? São. Merda, não era para estarem aqui. Eu estava indo bem com meu disfarce. Pois é, mas como dizem “mentiras têm pernas curtas”. Exatamente. Eu estava fingindo. Como já havia feito muitas vezes, já era costume. Parei por um tempo com esses teatros. Dei um tempo para sorrir de verdade, desafogar-me dessas lágrimas. Mas não foi suficiente. Estou aqui. Chorando, agora, tentando me livrar dessas malditas gotas. Mas a chuva, o tempinho frio e os problemas não me deixa contê-las. Mas por um lado é bom eu me desentupir um pouco. bem melhor aqui, no escuro, sozinha, do que na frente de todos. Todos aqueles que te condenam. E sabe aquele cochichos, que não te permitem pensar em outra coisa que não a sua insegurança? Então. Eles me aflingem a cada hora que escuto meu nome viajando entre as fofocas. Parece que é tudo para te derrubar. Até suas leituras, músicas. Tudo que gosta. Muda de forma, torna o sentindo voltado para você. Cada sorrisinho irônico, ou risinho maldoso entre amigos, já te deixam perturbada. Não pense que não dói. Não pense que essa mania das pessoas de não se importar não machuca. E até aquele que se importam. Sempre acabam fazendo alguma piadinha, que logo muda de rumo em seus ouvidos e faz a lágrima se segurar entre os cílios. E quando estou sozinha, então? Me xingo de tudo o que é possível. E me mato de vergonha na frente do espelho. Me descontrolo completamente. E peço socorro, entre os soluços, mas em silêncio. Tenho medo. Medo de que percebam meu desabafo. Por isso também escrevo. Tudo que penso. Metáforas, crônicas, todos os meios possíveis de disfarce. Simples. só quero, por ente as linhas, confeçar que sofro. Mas ninguém entende. Mas, chega! Chega dessa tortura! desse tal de desabafo. Se bem que precisava mesmo disso, mas nada de exageros. Não vão ajudar em nada essas palavras jogadas ao vento.
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